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Perguntas Frequentes
A verdade sobre o GNV
Verdade ou mito? A melhor forma de esclarecer esta questão é o conhecimento. Aqui vão alguns mitos sobre o GNV.
Tire suas dúvidas e tenha mais eficiência e segurança ao rodar com um veículo a GNV.
1 – O gás natural é igual ao gás de botijão?
Não. Suas características são muito diferentes do GLP (Gás Liquefeito de Petróleo, ou gás de botijão, cujo uso como combustível em veículos automotores é proibido). O gás de botijão é composto de propano e butano e, embora seja o combustível doméstico de maior aceitação no País hoje, é asfixiante e inflamável.
2 – Existe perigo de explosão com o uso do GNV?
Não existe perigo de explosão, pois, além de ser mais leve que o ar, o sistema (armazenagem e compressão) é dotado de válvulas de segurança que se fecham caso haja algum rompimento na tubulação, além de possuir um sistema de exaustão em caso de um eventual vazamento. O gás natural veicular é mais seguro do que qualquer combustível líquido.
Outro fator de segurança na utilização do GNV é que, no momento do abastecimento do veículo no posto, o mesmo é feito sem que haja contato com o ar, evitando assim qualquer possibilidade de combustão. Os cilindros de armazenamento de GNV são dimensionados para suportar a alta pressão na qual o gás é comprimido (215,6 bar ou 220 Kgf/cm² – pressão máxima de abastecimento para os veículos) e ainda para suportar situações eventuais, como colisões, incêndios, etc.
3 – O veículo movido a gás natural polui menos?
Sim. Os veículos movidos a gás natural enquadram-se na categoria de veículos com baixíssima emissão de poluentes, pois o gás natural é um dos combustíveis mais limpos. A combustão gera emissões menos contaminantes ao meio ambiente, atendendo desta forma aos limites estabelecidos pelo Proconve (Programa de Controle de Emissões por Veículos Automotores).
4 – O gás natural é proveniente do lixo?
Não. O gás natural veicular é proveniente de poços de petróleo e consiste de uma mistura de hidrocarbonetos leves e gases inertes com predominância do metano (de 78% a 82%).
5 – Vou viajar e preciso de mais espaço no porta-malas. Posso remover o kit?
Não. Por se tratar de um sistema que trabalha com a alta pressão (200 bar, o equivalente a 2900 libras), recomenda-se que o manuseio ou a manutenção sejam realizados somente por um técnico especializado, que poderá garantir todas as condições de segurança necessárias.
6 – O gás natural perde a potência do carro quando se converte?
Conforme dados de fabricantes, instalando kits modernos, de 5ª geração, a perda pode variar entre 0% e 5%, ou seja, muito pequena.
7 - Mesmo que esteja usando somente o gás natural, devo deixar um pouco de gasolina no meu carro?
Sim, pois é aconselhável que o veículo funcione ao menos 5 minutos por dia com seu combustível original, evitando assim, o ressecamento das mangueiras de combustível, a formação de goma nos bicos injetores e que a bomba do combustível original funcione seca, com risco de dano por falta de lubrificação.
8 - Câmbio automático não funciona no gnv?
A perda de potência pode ocasionar um certo “atraso” na redução de marchas, o que pode facilmente ser resolvido se for instalado um sistema de 5ª geração, este é o equipamento mais indicado para carros de câmbio automático, porém existem alguns carros automáticos que funcionam bem com um sistema gerenciado, já alguns não, sendo necessária à instalação do sistema injeção positiva. Esta escolha deverá ser feita com a ajuda de um bom profissional, que irá lhe auxiliar a escolher o melhor equipamento.
9 - O carro no gnv perde potência?
O carro convertido perde cerca de 10% de sua potência, normalmente sentida na hora da arrancada. Mas existem hoje várias formas de diminuir esta perda de potência, com equipamentos de qualidade e instalação correta, uma delas é instalar um variador de avanço fônico, que é ligado no sensor de rotação do carro, ele irá adiantar o ponto de ignição do motor em até 15 graus, o que reduz a perda de potência e o retorno da chama (back-fires).
O variador de map, instalado na maioria das convertedoras, adiantam no máximo 7°graus o ponto de ignição, diminuindo muito a potência do carro no gnv, a limitação deste sistema é que a correção não vai além do que o módulo pode atender, enquanto o sistema fônico, mais moderno, que é o sistema utilizado na Edgás, atua diretamente no ponto de ignição e é configurável atendendo com precisão diversos ângulos de avanço, desligamento automático da marcha lenta, etc. Outra solução é instalar um sistema de 5ª geração, com este sistema a perda de potência do veículo é quase zero, além das vantagens de você ter um sistema mais moderno, ligado diretamente nos bicos injetores do carro. Você pode ler mais sobre este sistema na aba “Tudo Sobre Conversão”.
10 - Carro no gnv danifica o cabeçote?
O cabeçote do carro, independente do combustível que está sendo utilizado, será danificado se a mistura ar-combustível for pobre. Acontece que algumas convertedoras, na tentativa de atrair o cliente deixando o carro mais “econômico”, além de baratear a instalação, utilizam a mistura pobre do combustível, instalando regulagens manuais no carro, o que pode sim danificar o cabeçote do carro. Isto não acontece se o sistema for gerenciado, o gerenciador, é uma central eletrônica para regulagem automática do fluxo de combustível para adequar a mistura ar x gás, ou seja, faz a liberação do combustível (gnv) conforme a necessidade do motor do seu carro: na mistura rica, ou seja, muito combustível x pouco ar, a central do gerenciador aciona o motor de passo que substitui a regulagem manual e diminui a passagem do gás, já na mistura pobre, pouco combustível x muito ar, a central aumenta a passagem do motor de passo, liberando mais gás.
11 - O carro no gnv tem mais desgaste do motor?
Todo carro, sendo ele a gasolina, álcool, flex ou gnv, precisa de uma manutenção periódica. Esta manutenção consiste basicamente na troca de velas, cabos, filtros de ar, além de verificação de bobinas etc. Seja qual for o combustível utilizado no carro, esta manutenção se faz necessária. O que acontece é que quando o carro está convertido no gnv, e um jogo de velas estiver com problemas, por exemplo, o carro irá apresentar falhas, o que na gasolina demora um pouco mais a acontecer, e muitas vezes um simples jogo de velas com problemas pode estar danificando outras peças do motor,mas se a manutenção periódica destes itens básicos não for feita, não há como saber o estado destas peças,pois não costumam apresentar falhas em combustíveis líquidos. Recomendamos a troca do jogo de velas a cada 20.000 km rodados, cabos de velas a cada 40.000, filtros de ar a cada 10.000 km, estes são os itens básicos da manutenção periódica, para que você tenha um bom funcionamento do seu carro no sistema do gnv.
12-O que é requalificação de cilindros?
A requalificação visa avaliar se o cilindro continua próprio para uso, e só pode ser realizada por empresa certificada por organismos acreditados pelo Inmetro.
Por força de Lei – Resolução Nº 25/98, do Conselho Nacional de Trânsito – CONTRAN, os veículos convertidos para GNV só podem ser legalizados, no Detran, se passarem por inspeção realizada por organismos de inspeção acreditados pelo Inmetro. Entre os itens inspecionados, é verificado se o cilindro está dentro do prazo de utilização.
A requalificação do cilindro de GNV deve ocorrer em períodos de 5 anos. Fazendo a manutenção do cilindro é possivel usar o produto por um tempo médio de 15 à 20 anos de acordo com o projeto. Trabalhamos em conformidade com a norma NBR 12274 e somos certificados INMETRO